“Agora que o processo de design é reconhecido como ferramenta das práticas sustentáveis em imóveis, deveríamos mudar nossa atenção para os imóveis já existentes”, afirma especialista

Mesmo para os céticos resistentes, há um pequeno argumento de que podemos criar prédios e projetar locais de trabalho que consumam energia de modo eficiente, ao mesmo tempo minimizando seu impacto sobre o meio ambiente. O que já foi considerado design inovador e progressivo agora se tornou tradicional. A comunidade de arquitetos merece crédito por mudar o cenário da construção de prédios e nos apresentar aos imóveis ecológicos.

Agora que o processo de design é reconhecido como uma importante ferramenta das práticas sustentáveis em imóveis, deveríamos mudar nossa atenção para os imóveis já existentes. Com mais de cinco milhões de prédios comerciais nos EUA, o potencial para tornar o rol de prédios mais ecológicos é enorme. E a requisição de que isso seja feito está se tornando fundamental. A economia de energia, o aumento de produtividade, a redução da criação de lixo, a conservação da água e outros benefícios de imóveis sustentáveis em prédios já existentes são muito superiores aos benefícios possíveis de novas construções sustentáveis.

Então, por que a demora? A LEED EB (Liderança em Energia e Sistema de Classificação de Prédios Ecológicos com Design Ambiental para Prédios já Existentes) existe há vários anos nos EUA, mas ainda não causou um impacto significativo na certificação de prédios existentes. Há menos de 100 imóveis com certificação LEED EB nos EUA.

Assim, conclui-se que provavelmente há obstáculos impedindo uma transformação que atinja todo o mercado. A comunidade de design abraçou claramente o design sustentável em novas construções, superando a ideia de que os custos seriam maiores. Através do treinamento constante e de uma boa análise nos custos de ciclo de vida, a maioria dos proprietários já está convencida dos benefícios das práticas de design sustentável em novos imóveis.

É diferente para os administradores de imóveis

Contudo, os administradores de imóveis enfrentam um conjunto de problemas diferentes. O encolhimento das operações e dos orçamentos dificulta a implementação de práticas sustentáveis. Os ciclos de substituição de capital geralmente não estão em sintonia com a agregação de projetos de transformação ecológica necessários para preencher os requisitos da certificação.

O processo atual de certificação para prédios existentes requer que o proprietário atinja vários objetivos de imóveis sustentáveis em práticas de energia, água, qualidade do ar interno, e material e recursos. Já para os imóveis mais antigos, a substituição de alguns dos principais sistemas do prédio, incluindo o telhado, sistema de resfriamento e janelas, pode ser necessária para o preenchimento dos requisitos.

No entanto, não é provável que os ciclos de vida de cada um desses sistemas estejam em sincronia ou que o proprietário esteja disposto a substituir todos eles ao mesmo tempo. Isso pode levar a um processo de certificação longo e interminável. Embora haja cada vez mais evidências dos benefícios financeiros de práticas sustentáveis em imóveis já existentes, ainda há uma ideia de que é preciso um alto custo para se obter um imóvel de alto desempenho ou ecológico, especialmente em prédios já existentes. Essa preocupação é justificável, levando-se em consideração a grande lacuna que ainda existe entre “fazer o possível” e obter a certificação LEED.

Além disso, ainda existe uma lacuna entre o design e a operação de imóveis sustentáveis. Ainda temos a tendência de projetar imóveis pensando na forma, e costumamos deixar a funcionalidade para o administrador do imóvel e a equipe de engenheiros do prédio resolverem. Às vezes, eles recebem prédios com sistemas cuja manutenção é cara e difícil. O conceito de “projetar para operações e manutenção” ainda não é amplamente utilizado, mesmo que os imóveis sustentáveis já tenham ganhado o coração, a mente e a carteira dos proprietários de imóveis.

Torne-se um administrador de imóveis mais ecológico

Como superar tais lacunas nos prédios já existentes? Primeiro, veja quem tem o poder de decisão. A maioria diria que o arquiteto do local possui a maior influência sobre a eficiência operacional e os impactos ambientais no longo prazo. Caso um prédio seja projetado e construído da maneira correta, ele irá fornecer vários anos de ambiente de trabalho saudável, eficiente e limpo. Isso diz muito (no aspecto positivo) a respeito dos prédios de alto desempenho que estão entrando em operação.

Agora, tudo o que temos de fazer é mantê-los em operação de forma eficiente. E é aí que o administrador do local entra. Os administradores controlam os custos operacionais do prédio, e possuem o maior grau de influência sobre a produtividade da força de trabalho. Os custos com a força de trabalho são, de longe, o maior gasto de uma organização: de 10 a 15 vezes maiores do que o custo do prédio. Pequenas melhorias na produtividade da força de trabalho seriam bem maiores do que o custo de melhorias na construção. Os profissionais da área administram cerca de 25% a 60% dos ativos físicos de uma organização e têm uma grande influência sobre a produtividade da força de trabalho pelo fato de influenciar o conforto, a saúde e a segurança do local de trabalho.

O que um administrador de prédios faz com um imóvel de 30 anos que não foi projetado tendo a sustentabilidade em mente e que é ineficiente nos aspectos energéticos e ambientais? Os proprietários geralmente não estão dispostos ou não podem demolir os prédios existentes ou assumir um grande gasto em prol do meio ambiente. Com orçamentos apertados para operação e melhorias, torna-se difícil justificar a destruição e reforma em larga escala de sistemas de prédios. A resposta para o problema é enfrentar as melhorias passo a passo e trabalhar para treinar o administrador na disciplina da sustentabilidade.

Para atingir a ”transformação de mercado” em prédios já existentes, precisamos fornecer aos administradores as ferramentas necessárias para criar um programa de gestão sustentável de imóveis que tenha todos os elementos certos customizados para sua organização. Nem todo proprietário tem o mesmo comprometimento com o meio ambiente, ou o mesmo nível de recursos financeiros, e nem o mesmo nível de comprometimento com a Responsabilidade Social Corporativa. Se criarmos um kit de ferramentas de práticas sustentáveis em prédios já existentes, iremos permitir que o administrador do prédio escolha as técnicas e práticas que têm o maior impacto sobre sua organização, de acordo com sua própria atmosfera política, econômica e ambiental.

Desenvolva uma política de sustentabilidade

Uma política de sustentabilidade cuidadosamente desenvolvida pode se alinhar com a missão, visão e estratégia de uma organização e fornecer o maior impacto possível. Esse impacto pode ter uma influência significativa no ritmo de mudança de prédios já existentes, para que se tornem prédios com consumo mais eficiente de energia e tenham operações de alto desempenho em qualidade ambiental, de água e lixo. O administrador possui o conhecimento para se tornar o impulsionador do alinhamento das operações do prédio com a estratégia corporativa.

A implementação das ferramentas para aprimorar as operações diárias quanto ao consumo de energia, utilização de água, ambiente interno e gestão de lixo é fundamental. Pequenos passos podem trazer grandes ganhos em termos de melhorias operacionais, e, o mais importante, melhorias na produtividade. Esse tipo de treinamento deveria ter como foco as operações diárias de prédios e o alinhamento dessas melhorias práticas com a missão da organização. Para alguns, isso pode significar a busca pela obtenção da certificação no programa LEED.

Para outros, pode significar fazer pequenas melhorias adicionais em direção a um consumo mais eficiente de energia, visando o lucro final. Não importa o ambiente político ou as limitações econômicas, há centenas de melhorias de processos que um administrador de prédios pode fazer para aprimorar a sustentabilidade dos imóveis sob sua responsabilidade.

Em seguida, o que é necessário? Mais treinamentos de sustentabilidade para o administrador do prédio. Deve-se dar ênfase às práticas operacionais, e não às práticas de design. Talvez uma certificação para administradores de imóveis esteja prestes a surgir. Organizações devem assumir a responsabilidade pela educação em gestão sustentável de imóveis por meio do fornecimento de ferramentas práticas, melhores práticas e fóruns de sustentabilidade. O público formado por administradores está pronto.

Chris Hodges (Diretor-fundador da Facility Engineering Associates, de Fairfax, no estado da Virgínia, tendo mais de 25 anos de experiência em engenharia e administração de imóveis. Ele é um Profissional Credenciado pelo LEED™ (Conselho Americano de Construções Ecológicas) e atualmente trabalha na diretoria da IFMA)

- Agenda Sustentável (www.agendasustentavel.com.br) - 01/09/2010

Quem deseja comprar imóveis para morar ou trabalhar, administrar melhor o condomínio, decorar a moradia ou aprimorar o paisagismo vai aproveitar a Semana Imobiliária.

A cidade de São Paulo se prepara para mais uma Semana Imobiliária, o maior evento do setor em âmbito nacional. “A iniciativa, que já faz parte do calendário do País e mesmo do Exterior, consegue agregar tudo o que diz respeito a imóveis com absoluta sinergia: a Convenção Secovi-SP/Fórum Urbanístico Internacional focalizam o conhecimento; o Prêmio Master Imobiliário, que conferimos em conjunto com a Fiabci/Brasil, se destina ao reconhecimento. Em parceria com a Reed Exhibitions Alcantara Machado, temos, ainda, o Salão Imobiliário São Paulo (Sisp) e a Expo Síndico Secovi Condomínio, direcionados a compradores de imóveis e consumidores de equipamentos e serviços voltados à boa gestão condominial”, resume o presidente do Secovi-SP, João Crestana.

Com a Fiaflora ExpoGarden (paisagismo) e a 1ª Casa & Decoração Show (móveis eletrodomésticos, home Office etc), o Pavilhão de Exposições do Anhembi abriga quatro feiras simultâneas, funcionando de 23 a 26/9 - quinta e sexta-feira das 12 às 21 horas; sábado e domingo das 10 às 21 horas. A estimativa é de mais de 80 mil visitantes.

Sisp
Interessados em investir ou adquirir imóveis residenciais, comerciais e de lazer vão selecionar o que desejam na maior vitrine de ofertas imobiliárias do País: o Salão Imobiliário São Paulo (Sisp). “Isso não é apenas uma frase de efeito. É fato concreto, pois o Salão reúne o que há de mais qualificado para todos os tipos de público. Quem ainda não conseguiu encontrar o que procura, certamente não vai sair do Sisp de mãos vazias”, afirma Mauro Pincherle, diretor do Secovi-SP e coordenador do evento juntamente com o vice-presidente de Comercialização e Marketing do Sindicato, Elbio Fernández Mera.

Segundo estimativas, mais de 100 mil unidades serão ofertadas, com valores de R$ 60 mil a R$ 4 milhões. Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e HSBC – patrocinadores desta quinta edição do Sisp – apresentam condições diferenciadas de atendimento. “Normalmente, a comercialização acontece após o Salão. Os potenciais compradores pesquisam, analisam e decidem de forma ponderada. Mas, não é nada difícil ocorrer o fechamento de negócios durante os quatro dias de exposição, pois as chances de encontrar o imóvel desejado e já obter financiamento são concretas”, adiciona Pincherle. Os participantes podem se credenciar gratuitamente em www.sisp.com.br.

Expo Síndico Secovi Condomínios
Síndicos, administradoras, gestores prediais, moradores e usuários de condomínios residenciais, comerciais e de lazer, horizontais ou verticais, podem conhecer o que existe de mais avançado em termos de produtos e serviços. “As tecnologias se renovam. A cada dia surge uma solução diferente, proporcionando economia e grande eficácia. Todos os envolvidos na gestão condominial teriam de acompanhar tudo o que acontece. Como isso é impossível, nada melhor do que ir à Expo Síndico e, a um só tempo, conhecer e encontrar o que é mais adequado para cada caso”, afirma o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, Hubert Gebara.

A Expo, patrocinada pelo Bradesco, inclui praticamente tudo o que diz respeito a condomínios. “As pessoas já estão se cadastrando, o que pode ser feito gratuitamente no site www.exposindico.com.br. Importante destacar que os visitantes têm direito a um passaporte para concorrer a um automóvel”, acrescenta Gebara.

Sábado, 25/9, das 10 às 18 horas, no Holiday Inn Anhembi, realiza-se mais uma edição do Ciclo de Palestra para Síndicos, cujo temário foi sugerido por síndicos, subsíndicos e profissionais de administradoras, por meio de pesquisa: Convivência: como lidar com conflitos; Segurança Condominial; Sustentabilidade nos Condomínios; e Polêmicas Jurídicas no Condomínio. Os detalhes estão no portal Secovi. Inscrições gratuitas.

Prêmio Master
Pelo menos 1.500 lideranças do setor do País e do Exterior prestigiam a solenidade de entrega do Prêmio Master Imobiliário, que acontece na quarta-feira, 22/9, às 19 horas, no Clube Atlético Monte Líbano. Reconhecido como o mais cobiçado prêmio do mercado em âmbito nacional, o Master consagra empreendimentos e profissionais que, com excelência, atendem às necessidades imobiliárias. Em sua 16ª edição, o prêmio é conferido anualmente pela Fiabci/Brasil e o Secovi-SP. A cerimônia deste ano, que novamente reserva uma surpresa temática aos convidados, tem patrocínio Master de Bradesco, Deca, Otis e jornal “O Estado de S. Paulo”, e patrocínio cultural da Comgás.

Convenção Secovi
Realizada na sede do Sindicato e com o tema central “Desenvolvimento Urbano e Inteligência Imobiliária”, a Convenção Secovi-SP 2010 (de 18 a 22/9) debate em profundidade questões de interesse imediato de todos os segmentos que integram a cadeia imobiliária. “Nosso objetivo é tratar questões do dia a dia do setor, avaliar cenários e traçar perspectivas, sempre com a presença de renomados especialistas”, afirma Hamilton França, coordenador-geral desta edição do evento.

Um dos pontos altos da Convenção 2010 é a realização do 1º Fórum Urbanístico Internacional. “Vamos extrair desta iniciativa elementos concretos para a definição de estratégias empresariais e, principalmente, para a formulação de políticas públicas, à luz de experiências de sucesso de cidades como Beirute, Portland e São Francisco”, antecipa Cláudio Bernardes, vice-presidente e pró-reitor da Universidade Secovi, que organiza a Convenção.

Dias 18 e 19/9 (sábado e domingo), acontecem visitas técnicas a empreendimentos. De 20 a 22/9 (segunda a quarta-feira), segue a programação de palestras e minicursos. Destaque especial para a abertura do evento, cujo tema é “Brasil pós-eleições: quais são os possíveis cenários econômico e urbano? O que o setor imobiliário espera? O que o Brasil pode esperar?”. O painel reúne João Crestana (presidente do Sindicato), Demétrio Magnoli (colunista de O Estado de S.Paulo, O Globo e Rádio Band News FM), Fernando Chucre (arquiteto e deputado federal) e Roberto Setubal (presidente-executivo do Itaú Unibanco S/A e do Itaú Unibanco Holding S/A).

A Convenção Secovi 2010 conta com patrocínio de Itaú e Supergasbrás (Top), Serasa Experian (Premium), CBRE, FTP, Gafisa, Imovelweb e Sika (Standard). Programa completo e inscrições em www.convencaosecovi.com.br.

- Portal SECOVI SP - 01/09/10

Cultura e estilo de vida dos moradores influenciam diretamente a definição das plantas dos imóveis.

São Paulo, SP - Geralmente, ao escolher um bairro para fixar residência os moradores costumam prestar atenção ao ritmo de vida das regiões. Algumas áreas são reconhecidas pela vida noturna agitada, outras pela variedade gastronômica ou cultural, ou ainda pelas opções de lazer para crianças. É bastante interessante a relação estabelecida entre a cultura e o estilo de vida dos moradores, fator que influencia diretamente na definição do layout das plantas das construções.

Na verdade, trata-se de um processo natural. As casas e apartamentos refletem nas plantas as necessidades e costumes de cada cultura ou estilo de vida. Por exemplo, em bairros com forte influência de imigrantes portugueses ou italianos as áreas de convivência, como cozinhas e salas, costumam ser muito valorizadas.

Bairros como Tatuapé e Mooca refletem essas características em seus empreendimentos. Nessas regiões, a maior parte da área construída costumava ser ocupada por casas espaçosas com jardim e quintal, além de cozinhas e salas amplas, para receber os familiares. Um ponto a se destacar entre os descendentes desses povos é o prazer em cozinhar e estar próximo da família. Por isso as áreas de convivência são tão valorizadas.

Aquela zona está passando por um novo boom imobiliário, e desta vez, acontece a verticalização dos imóveis, mas sem deixar de lado essas preferências, que podem ser observadas em outros aspectos. Para essas famílias, apesar dos filhos muitas vezes não morarem mais com os pais, é importante ter várias vagas na garagem, facilitando o acesso de quem as visita. Nas áreas externas dos apartamentos, a sacada tem muita importância porque oferece o conforto de estar ao ar livre, como nos quintais e jardins, ainda que dentro do apartamento.

Em outra direção, a região central de São Paulo e bairros como a Bela Vista, que antigamente costumavam ser habitados por imigrantes, recebem muitos empreendimentos em forma de estúdio - um grande cômodo apenas, com todos os ambientes integrados. Na verdade uma solução moderna para solteiros e recém-casados, que buscam o local pela efervescente vida cultural.

Percebemos também, a flexibilidade de layout nos imóveis voltados para os jovens. Tudo é desenvolvido visando praticidade; os apartamentos não têm lavanderia, por exemplo, e a área de serviço é conjunta.

Já na região da Liberdade, o diferencial pode ser notado no estilo das construções que lembram a arquitetura Oriental. Observa-se desde telhados inclinados em estilo japonês até influências culturais, seguindo as orientações do Feng Shui.

Perdizes, por sua vez, destaca-se como um bairro essencialmente de casas verticalizadas ao longo do tempo. As construções antigas dão lugar a apartamentos mais modernos e seguros. Esta já é uma região onde as principais mudanças são para adequar os prédios à questão de oferecer mais segurança.

Cozinhas e áreas de convivência ganham importância

Os espaços gourmet e cozinhas estão mais valorizados do que nunca nos novos empreendimentos, já que acabam funcionando inclusive como áreas de convivência. É um reflexo da cultura culinária que chega ao Brasil sob forte influência dos franceses e italianos. O brasileiro está descobrindo o prazer de cozinhar, de experimentar novos pratos e, principalmente, vivenciar este processo.

- Portal Imovelweb - Renata Marques é arquiteta, especializada em gerenciamento de projetos para grandes incorporadoras e no desenvolvimento de plantas arquitetônicas residenciais. - 30/08/10

Em evento promovido pela Rede Secovi de Imóveis, especialista disse que a maioria das pessoas que fecha um negócio imobiliário necessariamente passa pela web.
A Rede Secovi de Imóveis comemorou o Dia do Corretor durante evento realizado nesta sexta-feira, 27 de agosto, com a distribuição de brindes entre os participantes. “O novo perfil do comprador de imóveis diante da Internet” foi tema de palestra de Dilton Caldas Ferreira, diretor do Zap, que apresentou aos profissionais que atuam nas empresas associadas informações e orientações sobre como atender este cliente.

Segundo Ferreira, a maioria das pessoas que fecha um negócio imobiliário necessariamente passa pela internet. O desafio é descobrir o que falta para que a web se transforme em uma ferramenta ainda mais útil ao mercado.

“O mundo mudou, os clientes mudaram e hoje são eles que detêm a informação. Os profissionais do mercado precisam se adequar a este novo comportamento e utilizar a internet como instrumento de trabalho. Ou seja, o corretor tem de ser on line”, diz.

Brasil On line - Hoje, dos mais de 67,5 milhões de usuários da internet, 90% pertencem às classes AB e 45% da classe C (principal responsável pelo crescimento de acessos nos últimos anos). “O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking de vendas de computador no mundo. Desde 2007, o País vende mais computadores do que aparelhos de televisão, conforme o palestrante.

“O que os internautas fazem?”, questionou. Entre os que buscam de imóveis, grande parte decide pela compra por influência da internet - fenômeno que mudou a maneira de pesquisar imóveis. “Assim, é indispensável aprender como se portar diante desse cliente.”

Levantamento realizado pelo portal mostra que, com o fenômeno da internet, mais de 50% das pessoas pesquisam, comparam e decidem pela compra do imóvel em dois meses.

A decisão de compra considera inicialmente a localização e as condições do entorno. A grande mudança trazida pela internet é poder oferecer todas as informações sobre o bairro, por meio de material pronto e dinâmico.

O empresário e o corretor também precisam aprender a utilizar mais os mapas, na opinião de Ferreira. Com isso, é possível valorizar a venda, ilustrar condições de acesso ao imóvel, do entorno, de transportes. O mapa expressa essas informações da melhor maneira possível.

De acordo com o palestrante, existem informações que determinam o perfil do consumidor, indispensáveis, portanto, para o empresário ou corretor montarem um portfólio que permita agilizar negócios. Ter conhecimento de onde está a demanda, por exemplo, é importante indicador para que se faça captação a fim de atendê-La. Ainda com base em levantamento feito pelo Zap, citou as zonas Sul, Leste e Norte como locais com grande demanda para venda.

- SECOVI SP - 29/08/10

Itaim Bibi e Vila Matilde empatam em 2º, denotando contraste de interesses do mercado imobiliário em SP
Crédito fácil para a classe baixa e valores altos do metro quadrado em bairros tradicionais estimulam construtoras

Os projetos residenciais aprovados pela Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo neste ano mostram um contraste de interesses no mercado imobiliário.
Itaquera, Itaim Bibi e Vila Matilde são os distritos líderes em aprovações, segundo levantamento feito a pedido da Folha pelo Geosecovi (setor de geoprocessamento do sindicato da habitação).
Na zona leste, Itaquera -com 13 projetos aprovados- e Vila Matilde (11) têm histórico de empreendimentos econômicos.
Já o Itaim Bibi (zona oeste; 11 aprovações) é distrito símbolo do luxo na capital paulista. Lá, o preço do metro quadrado de um lançamento chega a R$ 18 mil.
Em número de unidades, os projetos devem diferir bastante. O normal é que empreendimentos econômicos tenham mais unidades e sejam menores. O relatório da prefeitura, contudo, não especifica o número de unidades nem seu tamanho.

CRÉDITO
Acostumadas a investir em imóveis de alto padrão, as construtoras se voltaram a um novo mercado em 2009 graças ao programa Minha Casa, Minha Vida. Mas não abandonaram seu filão e apostam no incremento da venda de luxo.
“Com a economia aquecida, as classes C e D passam a ter acesso à compra de imóvel. Mas também há mais gente que pode entrar no altíssimo padrão”, avalia Mirella Parpinelle Correa, diretora de atendimento da Lopes.
“Mostramos para esse cliente que vale a pena pegar o crédito”, conta Roberto Coelho da Fonseca, diretor da Coelho da Fonseca.
Os extremos no tipo de lançamento não estão apenas em zonas opostas da cidade. Na Vila Formosa (zona leste), quinto distrito em aprovações, dois dos projetos aprovados estão na região de Anália Franco, e os outros seis, na parte mais baixa do distrito, em que o padrão é econômico.

- Folha de São Paulo - 29/08/10

Distritos têm um ponto em comum: densidade demográfica acima da média

Compradores do Itaim Bibi querem arquitetura sofisticada enquanto, em Itaquera, o público sonha com três-quartos

Líderes em número de projetos residenciais aprovados pela prefeitura, Itaim Bibi e Itaquera não poderiam ser mais diferentes.
Tamanho de apartamentos, valor do metro quadrado, perfil do comprador e infraestrutura da região mostram o contraste de condições entre o alto luxo e a classe econômica da cidade de São Paulo.
Se há uma identidade entre as duas áreas, é a densidade demográfica acima da média paulistana. No bairro do Itaim Bibi, são 9.894 habitantes por quilômetro quadrado. Em Itaquera, 10.687 hab/km2. A média da cidade é de 7.183 moradores por quilômetro quadrado.
Mas o número de projetos mostra a tendência de adensamento e explicita a grande demanda por essas regiões.
Na zona oeste, o Itaim Bibi é um bairro tradicional. “Tem infraestrutura, a pessoa pode andar no bairro e ter tudo à mão”, diz José Roberto Federighi, diretor da imobiliária DelForte Frema.

VERSO E REVERSO
Com prédios antigos nos entornos das avenidas Nove de Julho e São Gabriel, o bairro de características residenciais ganhou nova atenção com a definição da avenida Brigadeiro Faria Lima como centro financeiro da capital.
A inauguração do parque do Povo em 2007, próximo à marginal Pinheiros, valorizou ainda mais essa região. “As ruas Salvador Cardoso e Horácio Lafer são muito procuradas”, diz Fernando Sita, diretor de usados da Coelho da Fonseca.
Os apartamentos novos no bairro têm metragens menores. Em vez das unidades de 250 m2 a 500 m2, hoje são um ou dois-dormitórios de até 200 m2, mas ainda muito valorizados. O imóvel médio aqui custa R$ 1,3 milhão -em Itaquera, o preço médio da unidade é de R$ 120 mil.
Os principais problemas dessa região são a poluição sonora e o trânsito, de acordo com a pesquisa DNA Paulistano feita pelo Datafolha.
Em Itaquera, o que há são unidades-tipo de 51 m2, com coberturas que alcançam os 75 m2.
“O perfil é econômico, e a maior parte é de dois-dormitórios para família em começo de vida que sonha em comprar um três-quartos”, explica Maurílio Scacchetti, da consultoria Habitcasa.
A região ainda tem muitos terrenos para serem incorporados e uma estação de metrô, como atrativo.
Os condomínios possuem várias torres, mas nem por isso há muito lazer. Vaga na garagem, porém, é essencial: uma por apartamento.
A constante reclamação nesse canto da cidade, de acordo com a pesquisa DNA Paulistano, são as ruas e calçadas esburacadas e a falta de segurança.

- Folha de São Paulo - 29/08/10

Bairro tradicionalmente horizontal tem 11 projetos residenciais aprovados este ano

Também com metrô, a Vila Matilde ainda é um distrito de casas e população bairrista, que aproveita a parte de serviços bem desenvolvida da região. “Tem padaria, farmácia, banco”, afirma Maurílio Scacchetti, da consultoria Habitcasa.
A infraestrutura da área atrai agora construtoras para lá. Onze projetos residenciais foram aprovados pela prefeitura de janeiro a julho deste ano, o que mostra o início de alterações no bairro.
“É mais perto do centro, e o metro quadrado é de 30% a 40% mais caro do que nos bairros da extrema zona leste”, considera João Crestana, presidente do Secovi.
Os lançamentos por ali, em geral, são de dois e três dormitórios. O valor médio do metro quadrado é de R$ 3.183, segundo pesquisa da empresa de pesquisas imobiliárias Geoimovel.
Nesse tradicional distrito da zona leste, a pesquisa DNA Paulistano do Datafolha aponta que 89% dos moradores estão entre as classes B e C. A população é jovem: 38% tem entre 25 e 49 anos.
As principais queixas da população são a falta de segurança e a iluminação pública precária em suas diversas ruas pequenas e sinuosas.

- Folha de São Paulo - 29/08/10

Valor médio do aluguel na cidade caiu pelo segundo mês consecutivo, mas alguns tipos de imóveis continuam com preços em alta.

São Paulo, SP - Os valores médios dos aluguéis residenciais ficaram mais baratos na cidade de São Paulo. Em julho, as locações tiveram a segunda queda seguida, de 9,47% em relação a junho, quando haviam baixado 4,96% na comparação com maio, segundo pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).

Dos 30 tipos de casas e apartamentos pesquisados na capital, 19 tiveram redução no valor do aluguel negociado entre junho e julho e 11 tiveram alta.

O aluguel que mais baixou foi o de apartamentos de alto padrão com 4 dormitórios situados em bairros da como Higienópolis, Itaim e Jardim América, agrupados na Zona A. O aluguel médio era de R$ 7.870,59 em junho e passou para R$ 3.145,45 em julho, uma queda de 60,04%.

Entre os aluguéis que aumentaram, a maior alta registrada pela pesquisa ocorreu na Zona E, onde estão bairros mais afastados das regiões nobres e do centro, como Brasilândia, Campo Limpo e Cangaíba. Casas de 1 dormitório nessas áreas foram alugadas em julho por R$ 388,52 – 41,63% mais que os R$ 274,33 de junho.

“Julho é mês de férias escolares, o que provoca uma queda natural na demanda por novas locações e conseqüente redução dos valores de aluguel dos imóveis disponíveis porque não interessa a muitos proprietários ficar com o imóvel fechado esperando que a procura cresça e infle os preços”, explica o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.

O maior número de novas locações na Capital foi de imóveis com aluguel mensal de até R$800,00, que representaram 57,06% do total. No total, as 488 imobiliárias consultadas alugaram 988 casas e apartamentos, 1,19% a menos que em junho. O índice de locação da Capital baixou de 2,0490 para 2,0246 no período.

O fiador foi a forma escolhida para dar garantia de pagamento dos aluguéis em caso de inadimplência dos inquilinos em 45,97% dos novos contratos. O seguro de fiança locatícia ficou uma fatia de 25,18% das locações contratados e o depósito de três meses do aluguel com os restantes 28,85%.

- Portal Imovelweb - 26/08/10

Apesar da queda de 21,82% na venda de imóveis usados na cidade de São Paulo, o preço médio cobrado pelos imóveis aumentou 2,7%.

São Paulo, SP - As vendas de imóveis usados caíram 21,82% na cidade de São Paulo, entre junho e julho. Segundo apurou pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), as 488 imobiliárias consultadas venderam 302 casas e apartamentos, o que fez o índice de vendas da Capital baixar de 0,7916 em junho para 0,6189 em julho. Os preços médios, no entanto, subiram 2,7%.

O imóvel que teve maior alta de preço foi o apartamento de padrão simples, standard, com mais de 15 anos de construção e localizados na Zona C, que agrupa bairros como Aeroporto, Água Branca e Bosque da Saúde. O aumento foi de 34,95%, com o preço médio do metro quadrado saltando de R$2.308,61 em junho para R$3.115,38 em julho.

Já a maior queda foi a de apartamento de padrão médio com até 7 anos de construção e situado em bairros da Zona B, como Aclimação, Alto da Lapa, Paraíso, entre outros. O preço médio do metro quadrado caiu 33,51%, baixando de R$4.994,73 em junho para R$3.320,83 em julho.

Foram vendidos mais apartamentos (64,57%) do que casas (25,17%). Em relação ao valor, predominaram as vendas de imóveis com preço acima de R$ 200 mil (58,33% do total).

A maioria das vendas - 52,14% do total - foi feita à vista, sendo a Caixa Econômica Federal (CEF) responsável por 36,19%; outros bancos por 9,73%; os proprietários atuaram c omo financiadores, parcelando o pagamento, em 1,56% dos contratos; e os consórcios responderam por apenas 0,39% das vendas.

- Portal Imovelweb - 25/08/10

Levantamento do Ibope Inteligência encomendado pela revista EXAME mostra onde o metro quadrado é mais salgado para quem compra um imóvel novo.

1. Ipanema (com Arpoador e Leblon) - Rio de Janeiro (RJ)

O metro quadrado mais caro do país fica em Ipanema, no Rio de Janeiro. Quando considerados os vizinhos Leblon e Arpoador, esse valor atinge uma média de 11.359 reais. O interesse pela região é tão grande quanto a escassez de terrenos disponíveis para a construção de outros prédios. Como manda a lei da oferta e da procura, esse descompasso joga os preços lá em cima: o metro quadrado de um apartamento novo pode custar até 16.800 reais.

A distância da praia é determinante para a valorização dos imóveis. Segundo o Secovi-Rio, em algumas ruas nobres de Ipanema, como Vieira Souto e Joana Angélica, o preço do metro quadrado chega a ser, por esse fator, 51% mais caro que no restante do bairro. Vale reforçar que, por ora, a valorização imobiliária não deve arrefecer. Olimpíadas de 2016, pré-sal e Copa do Mundo de 2014 ajudam a fazer do Rio a coqueluche da vez. Por isso, quem pretende conjugar a bela vista da orla carioca com um empreendimento de alto padrão, terá que desembolsar cifras milionárias para colocar a chave de apartamento no bolso.

2. Lagoa (com Jardim Botânico) - Rio de Janeiro (RJ)

Junto com o Jardim Botânico, a Lagoa ocupa a segunda colocação no ranking dos lançamentos imobiliários mais caros do Brasil. Nessa região, o metro quadrado orbita em torno de 8.401 reais. Para João Teodoro, presidente do Cofeci (Conselho Federal de Corretores de Imóveis), o grande diferencial para quem opta pelo bairro é a tranquilidade que ele oferece em relação aos seus vizinhos mais famosos. “Em Ipanema, Leblon e Copacabana, o vai-e-vem é muito maior. Já na Lagoa, grande parte dos estabelecimentos comerciais é de restaurantes. É o caso dos quiosques na orla da Lagoa Rodrigo de Freitas e dos diversos estabelecimentos que ficam em ruas internas”, afirma. Os preços altos também se apóiam na ausência de terrenos disponíveis. Os prédios já construídos sofrem contínua valorização e aqueles que são erguidos chegam a cobrar 13.833 reais pelo metro quadrado. Com parques, pista para caminhadas e ciclovias, a região também é um dos principais pontos turísticos do Rio, cercada por montanhas e “abraçada” pelo Cristo Redentor.

3. Plano Piloto - Brasília (DF)

A massa de potenciais compradores de imóveis aumenta na capital federal, reduto do funcionalismo público. Mas como Brasília é tombada pela Unesco, não há para onde crescer. Os prédios residenciais do Plano Piloto, por exemplo, podem ter no máximo seis andares. O resultado é que o preço do metro quadrado nos novos empreendimentos imobiliários é semelhante - e igualmente caro - nas diferentes áreas da cidade. Segundo a Ademi-DF (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário), esse valor fica entre 8.000 e 8.500 reais na Asa Norte, na Asa Sul e no Sudoeste. Embora ainda esteja em fase de construção, o setor Noroeste também entra na mesma faixa de preço. Se por um lado as restrições privilegiam a linha do horizonte e fazem do famoso céu de Brasília uma atração à parte, por outro, o preço dos empreendimentos vem seguindo uma inegável trajetória de alta. E nem os imóveis mais antigos escapam. Para se ter uma ideia, um apartamento usado de quatro quartos na Asa Sul tem o custo médio de 1,62 milhão, de acordo com levantamento do Secovi-DF.

4. Botafogo (com Cosme Velho, Flamengo e Laranjeiras) - Rio de Janeiro (RJ)

Com o esgotamento dos terrenos para a construção nos badalados bairros da Zona Sul, como Ipanema e Leblon, as incorporadoras voltaram os olhos para o Botafogo. A região também se beneficiou com a ocupação da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no Morro Santa Marta. Administradoras de imóveis estimam que a política tenha rendido uma valorização de até 50% no preço das casas e apartamentos. Hoje, os imóveis novos são lançados com um valor médio de 6.907 reais por metro quadrado.

5. Alto de Pinheiros - São Paulo (SP)

Com avenidas amplas e intensa arborização, a qualidade de vida no Alto de Pinheiros é bem maior do que no restante da cidade. Quem sustenta a afirmação é o presidente do Secovi-SP, João Crestana. “O shopping Villa-Lobos, a proximidade de alguns clubes e a quantidade de verde diferenciam o bairro de outros em São Paulo”, diz. Com terrenos bem distribuídos e condições de ocupação urbana planejadas, a região é ocupada principalmente por famílias de alta renda. A média do metro quadrado para os imóveis novos fica em 6.751 reais.

6. Jardim Paulista (com Jardim Europa) - São Paulo (SP)

A vocação comercial se mistura com os atrativos dos prédios residenciais no Jardim Paulista. Além dos famosos edifícios na avenida Paulista, o bairro conta com flats e hotéis de luxo. A proximidade de grandes shoppings, escritórios de negócios e a oferta de um amplo comércio varejista fazem com que muitas famílias abastadas escolham a região como morada. Tantas facilidades ajudam a fixar um valor salgado para o preço dos imóveis: o metro quadrado de um apartamento novo custa, em média, 6.545 reais.

7. Moema (com Ibirapuera) - São Paulo (SP)

O parque do Ibirapuera, um dos mais famosos cartões postais de São Paulo, já aumentaria a qualidade de vida de Moema por si só. Reduto dos aficionados por esporte, o lugar também abriga viveiros, museus e ginásio de esportes. Mas os atrativos de Moema não param por aí. O amplo comércio permite que os moradores se virem facilmente à pé. E o índice de desenvolvimento humano é o mais alto de São Paulo.

Embora a média do metro quadrado para os lançamentos imobiliários fique em 6.524 reais, esse valor pode chegar a impressionantes 15.787 reais - ou bem perto do preço mais caro encontrado em Ipanema, primeira colocada do ranking. Tamanho salto se deve ao alto padrão dos imóveis em Vila Nova Conceição, que fica dentro de Moema. Com acabamento de luxo e muitas vagas na garagem, os imponentes empreendimentos imobiliários lançados em Vila Nova Conceição fazem do lugar uma das áreas mais nobres de São Paulo.

8. Itaim Bibi (com Vila Olímpia) - São Paulo (SP)

A combinação de vida noturna intensa, com centros financeiros e comerciais importantes dá ao Itaim Bibi o oitavo lugar no ranking dos bairros mais caros, com lançamentos residenciais que custam, em média, 6.301 reais o metro quadrado. A região cresceu no final da década de 70 com a criação de novas vias na cidade de São Paulo, como a avenida Presidente Juscelino Kubitschek e a avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini. Hoje, modernos edifícios dão o tom na arquitetura do bairro, que conta com prédios residenciais luxuosos, hotéis, empreendimentos empresariais de alto padrão e boa estrutura de serviços.

9. Pinheiros (com Vila Madalena) - São Paulo (SP)

Na Zona Oeste da capital paulista, a região de Pinheiros é uma das mais antigas da cidade, com comércio rico em artesanato, antiguidades e gastronomia. “É uma área tradicional que alterna construções novas e antigas. O diferencial são as boas vias de acesso, restaurantes, e a proximidade com o centro da cidade”, afirma João Crestana, do Secovi-SP. O preço médio do metro quadrado é de 6.169 reais, sendo que o valor máximo atingido nessa área chega a 11.650 reais. A consolidação da Vila Madalena, contígua ao bairro de Pinheiros e mais conhecida por sua veia boêmia e artística, reforça o perfil jovem da região.

10. Barra - Salvador (BA)

De um lado, o oceano atlântico, de outro a Baía de Todos os Santos. Guardado pelo Farol da Barra, o tradicional bairro da Barra, em Salvador, esbarra no mesmo problema da Zona Sul carioca: falta de terrenos em uma área residencial de classe alta. Não por menos, o metro quadrado de 5.825 reais faz da Barra a única representante nordestina no ranking da áreas residenciais mais valorizadas do país. Quem mora no bairro conta com uma completa rede de infraestrutura, que vai de shoppings a hospitais, passando por bares e pequenos comércios. E é no carnaval que as avenidas da orla ganham o país, com a passagem dos blocos pelo tradicional circuito Barra-Ondina.

- Portal Exame - 24/08/10

Muito se fala sobre a diminuição do tamanho dos imóveis. De tempos em tempos esse assunto ganha a mídia e se comenta que unidades de 40, 45, 50 metros quadrados são ‘apertadas’ para abrigar famílias de quatro pessoas. É como se o empreendedor imobiliário fosse cruel ao lançar unidades compactas.

Essa discussão pode ser válida por um único aspecto: é humano manter essas mesmas famílias de quatro pessoas em quartos de cortiços? Esses espaços têm, quando muito, 15 metros quadrados e são repletos de umidade, mofo, não possuem banheiro, pois esse cômodo costuma ser comunitário, possuem iluminação e ventilação inadequadas, são malconservados e insalubres.

É em locais assim que muitas crianças crescem, tendo a rua como escola. Isso não é, no mínimo, desprezar o ser humano e usurpar dessas pessoas a condição de cidadão?

Apartamentos de 40 metros quadrados, com dois quartos, sala, cozinha e banheiro trazem dignidade, conforto e segurança. Não há como aceitar tranquilamente que pessoas morem em lugares sub-humanos. É preferível vê-las em imóveis formais, de menor tamanho, mas que proporcionem qualidade de vida.

A deficiência habitacional no Brasil é de aproximadamente 7 milhões de moradias, ou 30 milhões de pessoas morando em condições precárias, favelas e áreas de risco. Em virtude de uma série de medidas positivas, tanto do governo quanto das empresas individualmente, a indústria da construção civil e imobiliária assumiu papel social prioritário nos últimos cinco anos e o desafio de impulsionar a mobilidade social dessas famílias, apesar de enorme, é factível. Afinal, nos últimos dez anos, 30 milhões de pessoas saíram das classes D e E para ocupar espaço na classe C.

Aqui no Estado de São Paulo, inclusive, o governo tem investido na construção de unidades habitacionais também compactas, mas com ampla acessibilidade para pessoas com deficiência. Mas devemos considerar que a “deficiência” maior de grande parcela da população é a econômica. Logo, os imóveis devem caber no bolso dos compradores.

Se compararmos as unidades habitacionais formais brasileiras com as de outros países, como a China, por exemplo, perceberemos que nossas condições de moradias são muito favoráveis. Em Pequim, há imóveis de 2 metros quadrados. Isso mesmo! Se aplicarmos essa “visão habitacional” construtiva aqui no Brasil, um dos nossos apartamentos de 40 metros quadrados seria capaz de “acomodar” 20 chineses.

Antes de classificarmos como “perverso” o mercado imobiliário que produz moradias compactas, temos de olhar a habitação sob diferentes perspectivas, principalmente a da dignidade.

- Portal Secovi - João Crestana, presidente do Secovi-SP, da Comissão Nacional da Indústria Imobiliária da CBIC e reitor da Un/versidade Secovi - 25/08/10

Cada vez mais clientes insatisfeitos reclamam das construtoras e incorporadoras via Twitter, Orkut e Facebook. Saiba como e quando agir para evitar que uma reclamação tome proporções gigantescas.

No começo de 2008 a relações públicas Cristina Santos comprou de uma grande incorporadora do segmento econômico um apartamento no bairro paulistano do Sacomã. A conclusão da obra estava prevista para maio de 2009, mas Cristina viu a empresa descumprir todos os prazos. Indignada, criou um blog para protestar. Pela internet, conheceu outros clientes da construtora e cedeu espaço no site para divulgar histórias semelhantes. Passou a postar conversas que tivera com o SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente), estatísticas da empresa no Procon e no site Reclame Aqui, reportagens contra a construtora, além de colecionar casos de obras atrasadas da empresa em todo o País.

Seis meses se passaram e Cristina, ainda sem apartamento, postou no blog uma cópia de denúncia que fizera ao Ministério Público e um link com a explicação de como fazer sua própria denúncia. Dias depois, aderiu à divulgação de um protesto em frente a uma das lojas da empresa que estava sendo organizado no Orkut por compradores de outros empreendimentos. Além de escrever regularmente, a blogueira utiliza um arsenal online para disparar contra a empresa, entre eles o Twitter, Orkut e o site Reclame Aqui. Em maio último, a página atingiu o pico de 2.766 visitas. Se tudo isso é fruto do esforço voluntário de apenas uma cliente insatisfeita, imagine o estrago que centenas podem fazer.

O blog de Cristina não é um caso isolado. Cada vez mais consumidores recorrem à internet para remediar experiências frustradas de consumo. A Web 2.0 - onde todo usuário é um produtor de conteúdo - subverteu hierarquias, descentralizou o poder e deu volume à voz do consumidor num ambiente livre do controle das marcas. “Antes, a empresa comprava um espaço na mídia tradicional e falava o que ela queria. Agora, quem fala o que quer é o consumidor e a empresa tem que aprender a lidar com isso”, afirma Fábio Albuquerque, professor de marketing da UniPB (Faculdade Unida da Paraíba), que desenvolve estudos sobre retaliação e vingança de consumidores na internet.

Em artigo, Albuquerque destaca que “cada vez mais, as reclamações dos consumidores deixam de ser um evento particular e privado para se transformar em fenômeno social e público, mobilizando outros consumidores em torno de injustiças causadas por empresas e compartilhadas em websites e comunidades de descontentamento”. Graças à capacidade de conectar pessoas com interesses em comum, a internet deu ao boca a boca potencial para atingir milhares, transformando qualquer falha da empresa em um possível pesadelo de relações públicas. Um dos principais palcos dessas manifestações tem sido as mídias sociais como Orkut, Facebook, Twitter, YouTube, blogs e diversos outros sites de relacionamento e compartilhamento de arquivos (nota: alguns especialistas criticam o uso do termo “redes sociais”, que pode significar qualquer interação entre pessoas com objetivos em comum num ambiente físico ou virtual).

Situação de risco
No setor da construção civil, algumas particularidades agravam ainda mais esse risco. Um imóvel é uma compra planejada, um investimento alto. Naturalmente, a busca por informações é mais intensa e uma imagem prejudicada pode afastar um grande número de potenciais compradores. Isso em um mercado em que a busca por novos clientes é uma constante, já que um mesmo consumidor dificilmente repete a compra - muitos a fazem apenas uma vez na vida. Segundo Romeo Busarello, diretor de internet e de relacionamento da Tecnisa, “é difícil mensurar o quanto a empresa deixa de vender, mas ela perde reputação, e nosso mercado vive de reputação”.

Ao mesmo tempo em que surge o consumidor 2.0, as pressões sobre as empresas da construção vêm aumentando progressivamente. A ampliação do crédito e o programa Minha Casa, Minha Vida motivaram diversas incorporadoras a expandirem a atuação. Em troca, veio a necessidade de construir mais unidades, para mais consumidores, em menos tempo. A isso se somam a escassez de profissionais no mercado, a morosidade da aprovação de projetos e do licenciamento ambiental, além da insegurança jurídica que expõe as obras ao risco constante de paralisação. Todas essas exigências criam um ambiente propício ao erro. E uma falha em um empreendimento afeta não um, mas dezenas ou centenas de compradores.

Só no Reclame Aqui, mais de 4,4 mil reclamações contra construtoras foram registradas desde junho de 2009. No site, as grandes construtoras populares ocupam os três primeiros lugares no ranking de reclamações do setor. Além disso, em uma busca rápida na internet é possível encontrar outras tantas queixas em blogs e comunidades virtuais. Mas engana-se quem imagina que apenas as grandes estão sujeitas ao risco. “Para uma empresa pequena, com pouca presença na rede, uma série de reclamações tem um efeito muito mais negativo, já que ela não tem manifestações positivas para contrabalancear”, pondera Edney Souza, sócio da Agência Polvora! especializada em mídias sociais.

E mesmo acuadas entre um mercado mais exigente e um cliente mais engajado, algumas construtoras ainda hesitam em acompanhar o consumidor 2.0, sob a justificativa de que já disponibilizam em seus sites canais de comunicação. Para os especialistas, entrar nas mídias sociais não é uma escolha: sua empresa já está lá, afinal, seus clientes estão falando de você. Participar dessa conversa é uma questão de competitividade.

Insatisfação começa no atendimento
De acordo com Fábio Albuquerque, um dos fatores que levam a insatisfação a implodir na internet é a deficiência dos serviços de atendimento ao cliente, com atendentes despreparados, explicações escusas e sistemas ineficientes. “O SAC é o centro nevrálgico da relação entre consumidor e empresa. De lá, o cliente vai sair satisfeito ou mais insatisfeito ainda, potencializando agressões e outros tipos de comportamento”, comenta o pesquisador.

De fato, dados do Reclame Aqui revelam que, em 2008, 97% dos usuários do site já haviam tentado resolver suas queixas por meio do atendimento ao cliente, sem sucesso. Hoje, em contrapartida, 37% dos usuários recorrem diretamente ao Reclame Aqui. “Se o cliente percebe que não teve um atendimento adequado no SAC, mas sim na internet, isso acaba se transformando em um canal paralelo que talvez não seja interessante para a empresa manter”, alerta Breno Soutto, analista de inteligência de mercado da empresa de monitoramento e análise de mídias sociais E.life. Investir na qualidade do SAC e na eficácia das soluções evita que o cliente procure outros canais para se fazer ouvido. Um exemplo disso é o vídeo antimarca com milhões de acessos gravado pelo músico canadense Dave Carroll, após ter seu violão quebrado por funcionários da companhia aérea United Airlines durante uma viagem aos Estados Unidos.

Conforme explica Albuquerque, o sentimento de terem sido ignorados ou injustiçados pela empresa aumenta a frustração e a raiva dos consumidores, o que desencadeia retaliações. Mais do que simples reclamantes, alguns clientes se tornam verdadeiros militantes antimarca, unindo esforços para prevenir o consumo de outras pessoas e devolver à empresa o dano sofrido. É o caso de Cristina Santos. No cabeçalho de seu blog se lê: “Desejo que minha história faça eco e seja um alerta para aqueles que estejam interessados em negociar com esta empresa. Faço isso (…) pela certeza de que a única coisa que a fará mudar de postura é a perda de clientes e faturamento”. Confira na reportagem a seguir como se relacionar com o consumidor 2.0.

Consumidores 2.0 insatisfeitos

Tiro pela culatra
Em setembro de 2009, um dos colaboradores do blog Resenha em 6, Raphael Quatrocci, publicou crítica feroz ao bar paulistano Boteco São Bento, classificado como “o pior bar do sistema solar”. Nos comentários do post, pessoa que se apresentava como representante do estabelecimento respondeu de forma ríspida, dando início a uma troca de farpas com o autor e a uma série de comentários negativos de outros clientes. Em reação, o bar enviou notificação extrajudicial ao blog negando a autoria dos comentários e exigindo que a postagem e os comentários fossem imediatamente retirados do ar, sob pena de serem adotadas medidas judiciais. A equipe do blog substituiu o texto original por uma explicação do ocorrido, causando revolta entre os internautas. O resultado: diversos blogueiros republicaram o texto original, leitores protestaram no Twitter e há até vídeos no YouTube sobre o atendimento do bar. A repercussão foi tanta que a história foi parar no site da Folha de S. Paulo e da revista Época São Paulo, alavancando o blog a picos de 18 mil acessos em um dia. Blog e boteco entraram em acordo e a resenha foi republicada com comentários editados, mas era tarde para reverter as consequências desastrosas. Hoje, ao se buscar no Google por “Boteco São Bento”, o primeiro resultado que aparece é o site oficial do bar. O segundo, logo abaixo, leva no título: “o pior bar do sistema solar”.

Avanço das mídias sociais

– De acordo com levantamento feito pelo Ibope Nielsen Online, 87% dos internautas brasileiros utilizou sites de mídias sociais em maio deste ano. O País lidera o ranking do uso desse tipo de serviço, à frente de Itália, Espanha, Japão e Estados Unidos.
– Pesquisa realizada em agosto de 2009 pela F/Nazca em parceria com o Datafolha detectou que 43% dos usuários de internet no Brasil levam em conta a opinião de outros consumidores em sites ou comunidades antes de efetuar uma compra.
– Sites especializados em reclamações de clientes estão em franco crescimento, caso do Reclame Aqui, que recebe em média 3,45 milhões de visitas por mês e 5,9 mil reclamações por dia. Desde junho de 2009, mais de 4,4 mil reclamações contra construtoras foram registradas.

- Pini Web - Construção e Mercado - Pâmela Reis - Ago/10

Pé-direito de mais de três metros, área útil de algumas centenas de metros quadrados, projeto assinado por um arquiteto de renome. Essas são características valorizadas por quem busca uma casa de luxo para morar em São Paulo.

Além disso, são indispensáveis acabamento de primeira linha, isolamento térmico e acústico e sistema de automação -dos portões ao controle da iluminação.

E é desejável mais de meia dúzia de vagas na garagem.

Os pré-requisitos básicos de uma residência de alto padrão na capital paulista jogam o preço do metro quadrado para entre R$ 9.000 e R$ 12 mil, segundo imobiliárias especializadas.

Assim, um imóvel desse tipo não sai por menos de R$ 2,5 milhões. “E o valor pode superar R$ 45 milhões”, diz Alexandre Villas, sócio-diretor da Imóvel A.

A casa mais cara disponível hoje para venda na imobiliária de Villas, avaliada em R$ 35 milhões, tem mais de 20 vagas na garagem.

O terreno de 5.000 metros quadrados ocupa uma quadra inteira em um dos endereços mais valorizados de São Paulo: o Jardim Guedala.

O bairro fica perto de outros também cobiçados pelo público do segmento de luxo: Jardim Europa, Jardim América e Cidade Jardim.

Villas diz que esse mercado tem crescido no país, acompanhando o boom que atingiu os demais segmentos imobiliários. E deve ter expansão de 30% durante este ano.

“No primeiro semestre deste ano, comercializamos 154% mais do que no mesmo período de 2009″, diz.

E a projeção da empresa é manter o ritmo de crescimento no fechamento do ano, chegando a R$ 225 milhões em vendas.

CRÉDITO PARA O LUXO

André Souyoltigis, diretor da sede Jardins da imobiliária da Coelho da Fonseca, diz que o aumento do crédito tem sido responsável também pelo impulso nas vendas de alto padrão.

Segundo ele, de 60% a 70% dos imóveis negociados pela imobiliária têm alguma parcela de financiamento. “Há três anos, não eram mais de 20%”, diz. E destaca que há casos curiosos.

“Já fechei negócio, entre dois banqueiros, de um imóvel no valor de R$ 5 milhões, cuja compra foi 100% financiada”, conta Souyoltigis.

“Prova de que, com taxas atrativas, compensa, mesmo para quem pode pagar à vista, aplicar o dinheiro e manter o financiamento”, completa.

VALOR ARTÍSTICO

A Axpe, que se define como “butique imobiliária”, possui na carteira imóveis de até R$ 14 milhões.

O dono da empresa, José Eduardo Cazzarin Silva, diz que o público atendido sabe dar “o devido valor artístico” aos projetos arquitetônicos.

O publicitário decidiu investir no negócio de olho em uma demanda por “atendimentos mais personalizados”.

No portfólio da imobiliária de Cazzarin está uma casa de 750 metros quadrados e R$ 7 milhões no bairro City Butantã, localizado na zona oeste de São Paulo.

Com projeto dos arquitetos Alice Martins e Flávio Butti, o imóvel possui três suítes com varanda e um terraço do tamanho de muitos apartamentos de dois dormitórios: 50 metros quadrados.

“Selecionamos os estilos que agradam aos nossos compradores, que são principalmente o moderno e o contemporâneo”, diz Cazzarin.

- Folha de São Paulo - 22/08/10

Dica da Semana - 9 dicas para gerar e ampliar a relação de confiança com seu cliente

1. Conheça bem seu cliente antes de visitá-lo, o estilo dele e do que gosta ou não.

2. Saiba o que é importante para ele e se importe com isso.

3. Planejar antes é sinal de respeito ao cliente e gera confiança no primeiro contato.

4. Quando conhecer a pessoa, evite entrar logo nas vendas. Fale primeiramente de um assunto ligado ao cliente.

5. Muita atenção aos detalhes que você aborda na venda e às promessas em relação ao que pode fazer pelo seu cliente.

6. Atenção aos prazos de entrega e à pós-venda. Fale e cumpra.

7. Forneça exemplos de clientes que já compraram o que vende. Ofereça o contato e o telefone deles.

8. Demonstre sua disposição em servir sempre, mesmo após a venda.

9. Nem sempre o caminho mais curto entre dois pontos é uma reta. Para chegar a um cliente, pode ser necessário utilizar a indicação e/ou intermediação de um amigo ou de um cliente fiel.

- Portal Venda Mais - Gregório Ventura - e-book Aprenda a vender! www.gregorioventura.com.br

A corretagem de imóveis - cujo dia é comemorado na próxima sexta-feira - é mais uma das antigas profissões masculinas que vem sendo “invadida” pelas mulheres. De acordo com dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio (Creci-RJ), a participação feminina no segmento cresceu 60,47% entre 2005 e o primeiro semestre de 2010, fazendo com que sua fatia total do mercado chegue a 25,17%.

O aumento do volume dos lançamentos e o aquecimento do setor, em geral, foram os grandes impulsionadores deste quadro, segundo o presidente do Creci-RJ, Edecio Cordeiro:

- A mulher vem encontrando na profissão, que hoje está superaquecida, uma satisfação de trabalhar com o sonho de todas as famílias, que é o da casa própria.

Na Patrimóvel, por exemplo, a sala que antes era ocupada prioritariamente por homens, hoje é dividida com mulheres.

- A corretagem é uma ótima profissão para as mulheres, pois fazemos nosso horário e sobra tempo de participar da vida dos filhos. Além disso, não há limites de idade para esse trabalho. Vemos desde jovens de vinte e poucos anos até cinquentonas - afirma Beatriz Cardoso, gerente de vendas da imobiliária.

Competitividade

Outro fator importante para o aumento da participação feminina na corretagem é a competitividade do mercado, que fez com que os profissionais da área buscassem mais qualificação. De acordo com o Creci-RJ, desde 2005, houve crescimento de 254% na participação de mulheres na conclusão do curso superior em Gestão de Negócios Imobiliários.

- Como a credibilidade é importante, largamos na frente. Somos dedicadas e responsáveis - completa Beatriz.

- Extra - 22/08/10

Após cinco meses consecutivos de alta, a venda de imóveis usados registrou, em junho, a primeira queda do ano no estado de São Paulo, segundo informou o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci -SP). Em relação ao mês anterior, o recuo foi de 23,06%. Em junho, informa a pesquisa, 1.380 imóveis foram vendidos no estado, dos quais 52,19% são apartamentos e 47,81%, casas.

- O Globo - 22/08/10

Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico pretende alterar altura máxima dos prédios, de 10 para até 54 metros, e tem causado transtorno.

Na última terça (17), a sede do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), na Avenida São João, no centro, amanheceu com manifestantes à sua porta. Membros da Associação de Moradores da Vila Nova Conceição e outras entidades protestavam contra a possível revisão do tombamento do entorno do Parque do Ibirapuera. Há dois anos o conselho tenta alterar a altura máxima dos prédios, dos atuais 10 metros para até 54 metros, em seis quadras próximo à Praça Cidade de Milão, delimitadas entre as ruas Domingos Fernandes, Escobar Ortiz, Afonso Brás e Avenida República do Líbano.

“É um absurdo verticalizar ainda mais o local e construir um muro de Berlim, um paredão de concreto em volta do parque mais emblemático de São Paulo”, protestou a diretora do Movimento ‘Defenda São Paulo’, Lucila Lacreta. “Além de bloquear os ventos, isso vai agravar o efeito das ilhas de calor e comprometer o lençol freático pelo uso excessivo do subsolo.” Segundo ela, não foram feitos todos os estudos de impacto ambiental necessários para embasar qualquer mudança na legislação.

De acordo com o Conpresp, a mudança na altura dos edifícios é necessária para corrigir um erro cometido em 1997, quando o tombamento foi decretado. Naquela época, a resolução determinou que as ruas em volta do parque deveriam comportar construções de, no máximo, 10 metros de altura, obedecendo às características de uma zona estritamente residencial. As seis quadras do entorno da Praça Cidade de Milão, no entanto, já abrigavam pontos comerciais e edifícios maiores. Hoje, nessa área existem dezessete prédios de até dezessete andares.

“Moro aqui há cinquenta anos, e no IPTU sempre constou que minha casa está numa zona mista”, afirma a professora Maria Aparecida Mansur, moradora da Rua Diogo Jácome, dentro da área tombada. Em 2004, ela entrou com um pedido de revisão do tombamento no Conpresp. A proteção impede, por exemplo, que os imóveis sejam vendidos a construtoras. Isso numa das regiões mais valorizadas da cidade. Segundo a Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), o metro quadrado do terreno alcança 3 000 reais e poderá render o dobro se arranha-céus forem liberados ali.

“Do jeito que está, a resolução de tombamento cria uma situação de privilégio e valorização para os edifícios já existentes”, reclama o advogado José Henrique Asprino, morador da Rua Afonso Brás. “Alguns diretores da Associação Vila Nova Conceição moram nos prédios daqui e só estão interessados em preservar sua vista e o valor de seu bem”, diz a corretora de imóveis Vilma Dias, proprietária de uma casa na Diogo Jácome.

Assim que o Conpresp sinalizou a possibilidade de rever o tombamento, moradores contrários à ideia recorreram ao Ministério Público Estadual. Na época, o promotor responsável pelo caso deu parecer favorável ao conselho de preservação do patrimônio e decidiu pelo arquivamento do processo. Uma instância superior do MP, no entanto, pediu que o caso fosse reaberto e mais bem estudado no ano seguinte. Depois de análises de arquitetos do MP, chegou- se novamente à conclusão de que o Conpresp tinha razão em rever o tombamento.

“A disposição de 1997 vai contra a Lei de Zoneamento, o que é inadmissível”, afirma o promotor Marcos Lúcio Barreto, que rearquivou o caso em 1º de julho último. Os moradores descontentes já entraram com recurso. Até que uma decisão seja anunciada, o Conpresp não poderá mexer na área. Fica tudo como está.

- Veja São Paulo - Urbanismo - 23/08/10

Sistema instalado em condomínio-clube se paga em 23 meses

Em edifícios comerciais, é comum a existência de um sistema de controle predial que integre climatização, iluminação, sistema hidráulico e elevadores em um painel.
Além de facilitar a gestão, o sistema reduz gastos ao desligar as luzes de uma sala vazia ou programar a temperatura de acionamento do ar-condicionado.
A dificuldade em aplicar esses sistemas a condomínios residenciais sempre foi o custo. Mas um estudo da Aureside (Associação Brasileira de Automação Residencial) mostra que em 23 meses a automação se paga com a redução de custos.
Com dados de um condomínio-clube de 400 apartamentos, em operação há dois anos, o estudo aponta que o sistema reduziria os gastos mensais do condomínio em R$ 5.200, ou seja, 3,2%.
Os números poderiam ser melhores caso a automação fosse estimada em um projeto novo. “Seria possível trabalhar com a arquitetura e ganhar iluminação natural ou aplicar itens como reaproveitamento de água”, explica José Roberto Muratori, presidente da Aureside.
O sistema elétrico é o maior responsável pela economia. A redução nos gastos mensais graças a automação seria de 8% com reparos do material elétrico, de 6% com energia elétrica e de 5% com o gerador.

SEGURANÇA
Além de economia, a gestão automatizada aumenta a segurança do condomínio.
No condomínio Mansão Luciano Barreto Jr., em Aracaju (SE), todo o encanamento de água e gás é supervisionado pelo sistema.
“Se houver vazamento, o sistema avisa imediatamente a portaria e envia mensagem de celular ao proprietário da unidade”, explica o engenheiro responsável pelo projeto Fabio Dantas.

AUTOMATIZAÇÃO DE CONDOMÍNIO

993 mil
Gastos semestrais
Considerado um condomínio-clube com 400 apartamentos

120 mil
Custo de implantação
Inclusos equipamentos e gastos com manutenção durante dois anos

31,4 mil
Economia em seis meses
É a redução de despesas com pessoal, contas de água, de energia, de gás e reparos

6%
Diminuição nos gastos com energia elétrica
Sensores de luminosidade e alertas de luzes acesas são os grandes responsáveis pelo resultado
Fonte: José Roberto Muratori

- Folha de São Paulo - 22/08/10

A Brasil Brokers, maior grupo de intermediação e consultoria imobiliária do País, cresceu 41% no segundo trimestre - com receita líquida de R$ 85,2 milhões -, na comparação com o mesmo período de 2009. As vendas contratadas do período somaram R$ 4,1 bilhões número recorde para a companhia e considerado o maior volume de vendas já negociado em um trimestre por empresa de intermediação imobiliária no Brasil. Foram negociadas 18.080 unidades.

- O Dia - 22/08/10

A capital paulista apresentou queda na participação do total de lançamentos imobiliários registrados na RMSP (Região Metropolitana de São Paulo) no primeiro semestre deste ano, em relação a igual período de 2009.

Segundo dados divulgados na quinta-feira (19) pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), entre janeiro e junho de 2010, a cidade de São Paulo respondeu por 50,6% dos lançamentos da região, enquanto que, no primeiro semestre do ano passado, sua participação era de 56,8%.

Lançamentos

Ainda conforme o Secovi-SP, até junho, foram 26,8 mil unidades lançadas na Grande São Paulo, enquanto que, no ano passado, o número de lançamentos foi de 14,3 mil.

Na capital paulista, o total de lançamentos na primeira metade do ano foi de 13.566 unidades, número 66,5% superior ao fraco volume lançado nos seis primeiros meses de 2009.

Do total de unidades lançadas este ano, 43%, ou 5.838 imóveis, foram de dois dormitórios, e 37,2%, ou 5.045 moradias, de três dormitórios. As unidades de quatro dormitórios representaram 7,7% dos lançamentos.

- InfoMoney - 20/08/10

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